"A arte é meu refúgio": aos 14 anos, Maria Eduarda conta como o desenho transformou sua forma de enxergar o mundo
- studiolarth
- 2 de jul.
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Sobre o projeto - O Mês do Aluno-Artista é uma iniciativa do Studio Larth que busca registrar as trajetórias de seus estudantes por meio de entrevistas, aproximando a comunidade das histórias que existem por trás de cada obra. A cada edição, um aluno compartilha suas inspirações, desafios, descobertas e sonhos, mostrando que aprender arte é também construir identidade, confiança e novas formas de enxergar o mundo.
Entrevista por Professora Evellyn Souza | Texto: Studio Larth

Antes mesmo de aprender anatomia, perspectiva ou teoria das cores, Maria Eduarda já passava boa parte do tempo observando outras pessoas desenhando. Não copiava imediatamente. Primeiro olhava. Depois imaginava como faria do seu jeito. Aos 14 anos, esse hábito de infância continua presente. Hoje, três meses depois de entrar no Studio Larth, ela começa a descobrir que desenhar não é apenas reproduzir imagens. É também uma forma de compreender a si mesma.
"Toda obra de arte começa muito antes do primeiro traço."
Ela nasce da curiosidade, das experiências, das referências que acumulamos e, principalmente, da forma como enxergamos o mundo. É justamente essa história que o projeto Mês do Aluno-Artista, do Studio Larth, busca revelar: quem são os alunos por trás das obras, quais sonhos carregam e como a arte participa da construção de suas identidades.
Nesta primeira edição, conhecemos Maria Eduarda Vieira Alves, mais conhecida como Duda, de 14 anos. Há apenas três meses no Studio Larth, ela já percebe mudanças na forma como desenha, observa e até se relaciona com outras pessoas.
Nesta edição, a conversa foi conduzida pela professora Evellyn, que acompanha diariamente o desenvolvimento dos alunos em sala de aula. Em um bate-papo leve e acolhedor, ela convidou Maria Eduarda a revisitar sua história com a arte, desde os primeiros desenhos da infância até as descobertas que vem fazendo no Studio Larth.
Professora Evellyn: Como surgiu seu interesse pelo desenho?
"Desde criança eu gostava de pintar. Eu via outras pessoas desenhando e também queria fazer os meus desenhos."
A resposta parece simples, mas revela algo comum entre muitos artistas: antes de aprender a desenhar, aprende-se a observar.
Um olhar voltado para paisagens e anatomia

Enquanto fala sobre seus desenhos, Maria Eduarda responde sem pensar muito quando perguntamos quais temas mais gosta de desenhar.
Seu material preferido é o giz pastel, técnica que permite trabalhar luz, textura e profundidade com bastante liberdade. Quando perguntamos de onde surgem suas ideias, a resposta mostra um processo criativo bastante comum entre artistas em formação.
"Eu procuro referências e depois faço do meu jeito."
Mais do que copiar imagens, ela utiliza as referências como ponto de partida para construir algo próprio. É um processo que o Studio Larth incentiva desde os primeiros módulos, valorizando a observação, o repertório visual e a interpretação pessoal em vez da simples reprodução de modelos.
Quando desenhar se torna um lugar de paz
Talvez a resposta mais marcante da entrevista tenha sido dada quando perguntamos o que ela sente enquanto desenha.
Professora Evellyn: O que você sente quando está desenhando, digo, o que passa na sua cabeça?
"Paz... conforto."
Em apenas duas palavras, Maria Eduarda resume algo que hoje é amplamente discutido pela psicologia e pela neurociência: a prática artística pode proporcionar estados profundos de concentração, relaxamento e bem-estar.
Professora Evellyn: Você costuma planejar seus desenhos?
Enquanto segura um lápis e rabisca no pastel sobre a mesa da sala de aula, Maria Eduarda sorri discretamente antes de responder.
"... Eu deixo a criatividade acontecer".
Para ela, desenhar não é apenas executar uma técnica. É um espaço de liberdade.
Muito além da técnica

Mesmo com pouco tempo de Studio Larth, Maria Eduarda já percebe mudanças importantes em sua forma de desenhar.
Segundo ela, os professores ajudaram principalmente no desenvolvimento de novas técnicas e na apresentação de materiais e possibilidades que ainda não conhecia.
"Eles me ajudam a desenvolver técnicas e me apresentam coisas que eu nunca tinha tido contato."
Ela também percebe uma evolução clara em seu traço.
"Comecei a melhorar bastante."
Na metodologia da Studio Larth, esse desenvolvimento acontece de maneira gradual. O objetivo não é acelerar resultados, mas construir fundamentos sólidos para que cada aluno desenvolva sua própria linguagem artística.
A arte também aproxima pessoas

Um dos momentos mais interessantes da conversa surgiu quando perguntamos se o Studio Larth havia influenciado sua vida fora da escola. A resposta foi inesperada.
"Me ajudou a me socializar mais na escola. Hoje consigo me comunicar melhor."
Embora muitos associem aulas de desenho apenas ao desenvolvimento técnico, experiências como essa mostram que a arte também fortalece habilidades socioemocionais.
"Eu gosto bastante da minha professora... e também das minhas colegas."
Criar, compartilhar ideias e conviver com pessoas que possuem interesses semelhantes favorece a construção da confiança e amplia as relações interpessoais.
Não por acaso, quando perguntamos qual havia sido seu maior aprendizado no Studio Larth, Maria Eduarda respondeu:
"Conviver com outras pessoas que também gostam de desenhar."
Sem medo de criar

Curiosamente, ao ser questionada sobre o trabalho mais desafiador que já realizou, Maria Eduarda respondeu que não conseguia lembrar de nenhum.
"Como eu gosto muito de desenhar, acaba não sendo um desafio."
Ela também afirmou que não consegue escolher apenas uma obra favorita.
"Gosto de todas."
Cada desenho representa um momento diferente da sua trajetória. Cada obra guarda um pouco da pessoa que ela está se tornando.
Sonhos desenhados para o futuro
Quando o assunto muda para o futuro, Maria muda a postura na cadeira. Sorri novamente. Parece imaginar exatamente o que quer construir.
Ela sonha em cursar Artes Visuais e, no futuro, ter seu próprio ateliê. Um espaço onde possa continuar produzindo pinturas, desenvolvendo suas ideias e vivendo cercada pela arte.
Pergunto ainda se pretende seguir esse caminho no futuro.
"Sim. Quero fazer Artes Visuais."
E quando imagina esse futuro, surge uma imagem bastante clara.
"Quero fazer pinturas... e ter um ateliê só para mim."
É um sonho simples.
Mas todo artista começa exatamente assim.
Imaginando um espaço onde possa continuar criando.
Mais do que um sonho profissional, trata-se da continuidade de uma relação construída desde a infância e fortalecida agora por um ambiente dedicado ao aprendizado artístico.
Um conselho para quem está começando
Antes de encerrarmos a conversa, pedimos que deixasse uma mensagem para quem sonha em desenhar, mas ainda sente insegurança. Sua resposta resume uma filosofia que também faz parte da proposta educacional do Studio Larth.
"Não tenha medo. Seja você mesmo quando desenhar e não se cobre tanto."
É um conselho simples, mas profundo. Num mundo em que muitas pessoas desistem de criar por medo de errar ou de não corresponder às expectativas, lembrar que a arte também é um espaço de liberdade pode ser o primeiro passo para descobrir o próprio potencial.

Um lugar chamado arte
Já nos minutos finais da conversa, a entrevista deixa de falar sobre técnicas, materiais ou sonhos profissionais e passa a tocar em algo mais profundo. Pergunto a Maria Eduarda o que a arte representa em sua vida.
Maria Eduarda não hesita para responder.
"A arte é meu refúgio."
Talvez essa seja a frase que melhor define toda a conversa.
Não fala sobre técnica.
Não fala sobre talento.
Nem sobre profissão.
Fala sobre pertencimento.
Professora Evellyn: Agora você vai completar uma frase, tá? A frase é: "Para mim, a arte é..."
Maria Eduarda sorri e responde com calma:
"Para mim, a arte é um refúgio. É algo inspirador, onde eu posso me expressar desenhando. É algo bom."
Poucas definições poderiam sintetizar melhor toda a conversa.
É com essa definição que encerramos mais uma edição do Mês do Aluno-Artista. Porque, antes de formar desenhistas, acreditamos que a educação artística ajuda cada aluno a descobrir sua própria voz, construir sua identidade e perceber que a arte pode ser, acima de tudo, um lugar onde sempre é possível voltar para si mesmo.
Para a professora Evellyn, acompanhar esse desenvolvimento é justamente uma das partes mais gratificantes da profissão.
Ao longo da entrevista, Maria Eduarda falou sobre paisagens, anatomia, técnicas, amizades, professores e sonhos. Mas, no fim, tudo parece convergir para essa ideia de que a arte é um espaço de acolhimento. Um lugar onde ela encontra tranquilidade para criar, experimentar e ser ela mesma.
Por fim, a arte é mais do que aprender a desenhar
Histórias como a de Maria Eduarda mostram que a arte vai muito além da técnica.
Ela aproxima pessoas, Desenvolve confiança, Estimula a criatividade, Fortalece a identidade. E, muitas vezes, oferece um lugar de paz em meio à rotina.
No Studio Larth, acreditamos que cada aluno possui uma trajetória única. Conhecer essas histórias é também reconhecer que a educação artística não forma apenas desenhistas.
Ela forma pessoas capazes de observar, imaginar, criar e transformar o mundo ao seu redor.




















































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