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"Desenhar me traz tranquilidade": aos 12 anos, Lorenzo Mesaros transforma curiosidade em criatividade no Studio Larth

Inspirado por Van Gogh, apaixonado por dinossauros e pelo universo da fantasia, Lorenzo encontrou na arte um espaço para experimentar, criar e desenvolver seu próprio olhar sobre o mundo.

Sobre o projeto - O Mês do Aluno-Artista é uma iniciativa do Studio Larth que busca registrar as trajetórias de seus estudantes por meio de entrevistas, aproximando a comunidade das histórias que existem por trás de cada obra. A cada edição, um aluno compartilha suas inspirações, desafios, descobertas e sonhos, mostrando que aprender arte é também construir identidade, confiança e novas formas de enxergar o mundo.


Entrevista por Professor Mbona Paulo | Texto: Studio Larth



Cada artista começa sua trajetória de um jeito diferente. Alguns descobrem a arte muito cedo; outros encontram nela um novo caminho ao longo da vida. Em comum, todos compartilham algo essencial: a curiosidade de observar o mundo e a vontade de criar.

É justamente essa diversidade de histórias que o projeto Mês do Aluno-Artista, do Studio Larth, procura revelar. A iniciativa apresenta os alunos além de seus desenhos, mostrando suas inspirações, descobertas, desafios e a maneira como a arte participa da construção de suas identidades.

Nesta edição, quem conversa conosco é Lorenzo Mesaros, de 12 anos. Há dois anos no Studio Larth, ele encontrou no desenho e na pintura muito mais do que um passatempo: descobriu um ambiente onde pode experimentar, aprender novas técnicas e desenvolver sua criatividade com liberdade.

A entrevista foi conduzida pelo fundador e professor do Studio Larth, Mbona Paulo, que conversou com Lorenzo sobre seu processo criativo, suas inspirações e o que a arte representa em sua vida.

"Sempre gostei de desenhar"

Logo no início da conversa, Lorenzo conta que seu interesse pela arte surgiu naturalmente, ainda na infância.

Mbona Paulo: Lorenzo, conta um pouco sobre você. Qual é a sua idade e há quanto tempo você faz aulas no Studio Larth?

Lorenzo Mesaros: Tenho 12 anos e estudo aqui faz quase dois anos.

Ao ser perguntado sobre como começou a desenhar, ele explica que não houve uma influência direta da família ou de algum artista próximo.

Mbona Paulo: E como nasceu esse interesse pelo desenho?

Lorenzo Mesaros: Foi uma coisa que surgiu quando eu era pequeno. Eu simplesmente gostava de desenhar.

Essa espontaneidade é bastante comum durante o desenvolvimento infantil. A curiosidade e o interesse em representar aquilo que observam costumam ser um dos primeiros contatos das crianças com a linguagem artística.

Entre Van Gogh, dinossauros e mundos imaginários

Ao longo da conversa, Lorenzo revela um repertório bastante diverso de referências.

Seu artista favorito é Vincent van Gogh, cuja forma de pintar despertou seu interesse principalmente pelo uso das cores e da textura.

Mbona Paulo: Existe algum artista que inspira você?

Lorenzo Mesaros: O Van Gogh.

Essa admiração influenciou até mesmo a técnica que mais gosta de utilizar atualmente.

Mbona Paulo: Você prefere desenhar ou pintar?

Lorenzo Mesaros: Gosto mais de pintar.

Mbona Paulo: E qual material você mais gosta de usar?

Lorenzo Mesaros: O giz pastel.

Ele explica que começou a explorar essa técnica recentemente, motivado justamente pelas pinturas do artista holandês, Van Gogh. Mas suas inspirações não param por aí. Além da pintura clássica, Lorenzo também gosta do universo da cultura pop.

Mbona Paulo: Tem algum personagem ou série que também inspira seus desenhos?

Lorenzo Mesaros: Gosto de muito do personagem Jujutsu Kaisen.

Essa combinação entre referências clássicas e contemporâneas aparece naturalmente em seus interesses e demonstra como diferentes linguagens podem dialogar durante a formação artística.

O desenho começa no esboço e termina na imaginação

Quando perguntado sobre como surgem suas ideias, Lorenzo mostra que já desenvolveu um processo próprio de criação.

Mbona Paulo: Como nasce um desenho seu?

Lorenzo Mesaros: Primeiro eu faço um esboço. As ideias vêm das coisas que eu gosto, como dinossauros e animes.

Entre seus temas preferidos estão justamente criaturas pré-históricas e o universo fantástico. Não por acaso, dois dos trabalhos que considera mais marcantes foram um desenho de um dinossauro e uma composição inspirada nas obras de H. P. Lovecraft, escritor conhecido por criar mundos imaginários repletos de criaturas misteriosas.

Mbona Paulo: Qual foi o desenho mais desafiador que você já fez?

Lorenzo Mesaros: Um dinossauro... e um desenho inspirado em Lovecraft.

Curiosamente, quando perguntado qual obra mais o representa, Lorenzo escolhe exatamente esses temas.

Mbona Paulo: E qual desenho mais parece com você?

Lorenzo Mesaros: Acho que o dinossauro... e também os desenhos de deuses, como os Orixás.

O que mudou depois de entrar no Studio Larth

Durante dois anos de aulas, Lorenzo percebe claramente sua evolução técnica.

Mbona Paulo: O que mudou na sua forma de desenhar desde que entrou no Studio Larth?

Lorenzo Mesaros: Eu melhorei bastante.

Entre todas as técnicas aprendidas, uma se destaca.

Mbona Paulo: Existe alguma técnica que mudou sua maneira de desenhar?

Lorenzo Mesaros: O degradê.

O estudo de luz, sombra e transições tonais ampliou sua compreensão sobre profundidade e volume, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de seus trabalhos. Segundo Lorenzo, a escola também trouxe algo que vai além da técnica.

Mbona Paulo: Como é o ambiente das aulas?

Lorenzo Mesaros: Gosto de desenhar aqui, conversar com as outras pessoas... aqui fiz boas amizades.

Ele explica ainda que boa parte de sua produção artística acontece no próprio Studio Larth.

Mbona Paulo: Você costuma desenhar mais em casa ou aqui?

Lorenzo Mesaros: Mais aqui.

Isso mostra como o ambiente da escola se tornou um espaço de acolhimento, convivência e criação.

Persistência como parte da aprendizagem

Antes de encerrar a conversa, Mbona Paulo pediu que Lorenzo deixasse uma mensagem para quem está começando a desenhar. A resposta veio sem hesitação.

Mbona Paulo: Que conselho você daria para alguém que quer aprender a desenhar?

Lorenzo Mesaros: Que não desista.

É uma frase curta, mas que resume um dos princípios da metodologia do Studio Larth.

Aprender arte não depende apenas de inspiração. Envolve prática, observação, experimentação e continuidade.


Cada desenho representa um passo dentro de um processo maior de aprendizagem.

"Quando estou desenhando, sinto tranquilidade"

Entre todas as respostas da entrevista, talvez a mais simples seja também uma das mais significativas.

Mbona Paulo: O que você sente quando está desenhando?

Lorenzo Mesaros: Tranquilidade.

Essa sensação aparece diversas vezes ao longo da conversa. Para Lorenzo, desenhar não representa pressão ou obrigação. É um momento de concentração, calma e liberdade para criar. Quando perguntado sobre o significado da arte, sua definição também é direta.

Mbona Paulo: Complete a frase: "Para mim, a arte é..."

Lorenzo Mesaros: A arte é criativa.

Embora breve, a resposta resume bem sua relação com o desenho: criar é, antes de tudo, uma experiência prazerosa.

Muito além do desenho

A trajetória de Lorenzo mostra como a educação artística pode contribuir para muito mais do que o desenvolvimento técnico.

Ao longo de dois anos no Studio Larth, ele ampliou seu repertório visual, experimentou novas técnicas, descobriu referências importantes, fortaleceu sua criatividade e encontrou um ambiente onde pode criar com tranquilidade e liberdade.


Histórias como a dele reforçam um dos propósitos do Studio Larth: oferecer uma formação que respeite o ritmo de cada aluno, incentive a autonomia e valorize diferentes formas de expressão. Mais do que ensinar desenho e pintura, a escola busca construir experiências que permitam às crianças e aos adolescentes desenvolverem percepção, criatividade, confiança e identidade artística.

Como o próprio Lorenzo resume em uma frase simples, mas significativa:

"Que não desista."

Talvez esse seja um dos maiores aprendizados da arte: cada traço faz parte de uma jornada, e todo artista cresce quando encontra um ambiente que acredita no seu potencial.



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