O mundo que Maria Clara Souto desenha: criatividade, personagens e os primeiros passos de uma artista
“A arte é uma forma de expressar os sentimentos e ficar mais calmo”
Entrevista: professora Luiza Asthon | Texto: Studio Larth

No Mês do Aluno-Artista, o Studio Larth abre espaço para conhecer não apenas as obras produzidas em sala de aula, mas também as histórias, os interesses e os sonhos de quem está por trás de cada desenho.
Nesta edição, conversamos com Maria Clara Souto, de 12 anos, aluna do Studio Larth há oito meses. Seu percurso revela uma relação com a arte construída a partir da curiosidade, da imaginação e, principalmente, do prazer de criar. A entrevista foi conduzida pela Professora Luiza Asthon, em uma conversa que abrangeu desde as primeiras experiências de Maria Clara com o desenho até seus desafios, referências, evolução e projetos que imagina para o futuro.
De espectadora a criadora
O interesse de Maria Clara pelo desenho começou quando entrou em contato com artistas e obras que via na televisão. A experiência despertou sua curiosidade e, pouco a pouco, ela começou a desenhar. Hoje, seu interesse está especialmente voltado para a criação de personagens e histórias.
Luiza Asthon: Como surgiu seu interesse pelo desenho ou pintura?
Maria Clara Souto: “Eu comecei a ver artistas e artes na TV; eu gostei e comecei a desenhar.”
Essa relação com a imaginação aparece diretamente em seus trabalhos. Maria Clara gosta de criar personagens próprios, desenvolver histórias e também desenhar personagens relacionados às coisas que acompanha e gosta.
Entre o digital e o desenho tradicional
A produção artística de Maria Clara transita entre diferentes possibilidades. Ela gosta tanto do desenho digital quanto do tradicional, mas, quando utiliza materiais tradicionais, destaca as canetinhas e demonstra preferência pelo estilo cartoon. Suas referências também vêm de diferentes artistas e criadores que acompanho.
Luiza Asthon: Qual técnica você mais gosta de utilizar?
Maria Clara Souto: “Eu gosto de desenhar no digital e no tradicional. Mas no tradicional eu gosto de usar canetinhas e eu prefiro um estilo cartoon.”
Quando perguntada sobre suas inspirações, Maria Clara cita Lumi, Melzinha Mel, Sabeira, Cami e Biel. São referências que fazem parte de seu repertório e ajudam a alimentar seu interesse pela criação de personagens e narrativas.
Quando uma ideia aparece
Nem sempre Maria Clara começa um desenho com tudo planejado. Muitas de suas ideias surgem espontaneamente durante o cotidiano.
Luiza Asthon: Como nasce uma ideia para um desenho seu?
Maria Clara Souto: “Eu às vezes fico pensando enquanto faço algo e do nada surge uma ideia, tipo ‘se desenhar alguma coisa assim’.”
Na maior parte das vezes, ela prefere deixar a criatividade acontecer durante o processo.
Luiza Asthon: Você costuma planejar seus desenhos ou deixa a criatividade acontecer?
Maria Clara Souto: “Na maioria das vezes eu deixo a criatividade acontecer.”
Essa liberdade aparece principalmente em seus personagens, que se tornaram uma das principais formas de expressão de sua identidade artística.
Desenhar também é encontrar tranquilidade
Para Maria Clara, o desenho não está relacionado apenas ao resultado final.
O próprio processo de criação produz uma sensação de relaxamento e também fortalece sua percepção sobre aquilo que é capaz de fazer.
Luiza Asthon: O que você sente quando está desenhando?
Maria Clara Souto: “Eu me sinto relaxada e às vezes penso que sou uma pessoa boa em criar personagens através do que eu sei fazer.”
A resposta mostra uma relação importante entre criação e confiança. Ao desenhar, Maria Clara não apenas produz uma imagem: ela percebe suas próprias possibilidades.
O desafio de aprender anatomia
Como acontece com muitos estudantes de desenho, alguns fundamentos representam desafios maiores. Para Maria Clara, um dos principais foi aprender anatomia, especialmente o desenho das mãos.
Luiza Asthon: Qual foi o trabalho mais desafiador que você já fez?
Maria Clara Souto: “Aprender a anatomia, principalmente as mãos.”
O desafio, entretanto, faz parte do processo de evolução. Corpo, olhos e cabeça estão justamente entre os elementos que ela percebe ter desenvolvido desde que começou a estudar no Studio Larth.
Uma identidade construída por personagens
Maria Clara não escolhe apenas uma obra para representar quem é.
Para ela, são seus próprios personagens que melhor revelam sua identidade artística.
Luiza Asthon: Qual obra sua mais representa quem você é e por quê?
Maria Clara Souto: “Não é só uma obra, mas todos os desenhos de personagens que eu criei, porque mostram que sou uma pessoa criativa.”
A resposta revela uma característica marcante de sua produção: a construção de personagens não é apenas uma atividade técnica, mas uma maneira de expressar sua criatividade.
O que mudou depois de entrar no Studio Larth?
Depois de oito meses de estudos, Maria Clara já identifica mudanças concretas em sua maneira de desenhar e pintar.
Luiza Asthon: O que mudou na sua forma de desenhar depois que você entrou no Studio Larth?
Maria Clara Souto: “Mudou meu jeito de pintar e mudou as formas de desenhar corpo, olhos e cabeça.”
Entre os aspectos que mais valoriza nas aulas estão os desafios propostos pelos professores, o contato com novas técnicas e as amizades construídas durante sua trajetória.
Maria Clara Souto: “Eu gosto dos desafios que fazem nas aulas, gosto de aprender novas técnicas de desenho e gosto das amizades que eu fiz.”
Acreditar também faz parte do aprendizado
Quando perguntada sobre seu maior aprendizado no Studio Larth, Maria Clara não menciona apenas uma técnica.
Sua resposta está relacionada à confiança em seu próprio desenvolvimento.
Luiza Asthon: Qual foi o maior aprendizado que você teve aqui?
Maria Clara Souto: “Eu aprendi que meus desenhos podem evoluir cada vez mais se eu acreditar em mim mesma.”
É uma percepção que ultrapassa o desenho. Aprender uma técnica exige prática, tentativa, correção e continuidade. Para Maria Clara, esse processo também está ligado à capacidade de acreditar que é possível melhorar.
O aprendizado que ultrapassa a sala de aula
O conhecimento adquirido durante as aulas também acompanha Maria Clara fora do Studio Larth. Ela conta que utiliza aquilo que aprendeu em seus próprios desenhos e chegou a compartilhar alguns desses conhecimentos com suas amigas.
Luiza Asthon: O Studio Larth contribui para sua criatividade fora das aulas? Como?
Maria Clara Souto: “Sim, tem coisas que eu aprendi aqui e uso nos meus desenhos e até ensinei para minhas amigas.”
Nesse sentido, o aprendizado artístico deixa de estar limitado ao espaço da escola e passa a fazer parte de sua prática cotidiana.
“Eu comecei a desenhar porque eu gostei”
Talvez uma das respostas mais significativas da entrevista apareça quando Maria Clara fala sobre o significado da arte. Sua relação com o desenho não começou a partir de uma expectativa profissional. Começou pelo interesse e pelo prazer de criar.
Luiza Asthon: O que a arte significa para você?
Maria Clara Souto: “Para mim, a arte é uma coisa que eu amo. Eu não comecei a desenhar só porque eu quero dinheiro no futuro. Eu comecei a desenhar porque eu gostei e amo até hoje desenhar.”
A frase sintetiza uma dimensão essencial do Mês do Aluno-Artista: reconhecer que, antes de qualquer profissão, existe uma pessoa que encontrou na arte uma forma de se relacionar com o mundo.
Um sonho entre animações e livros
Embora a motivação inicial não tenha sido profissional, Maria Clara já consegue imaginar possibilidades para o futuro.
Seu sonho está relacionado à criação de animações e ilustrações para livros.
Luiza Asthon: Você sonha em trabalhar com arte no futuro? Em qual área?
Maria Clara Souto: “Meu sonho é trabalhar com animações e ilustrações de livro.”
E quando pensa no que gostaria de criar daqui a alguns anos, a resposta vem acompanhada novamente do universo da animação.
Maria Clara Souto: “Gostaria de criar animações como desenhos animados e tal.”
O conselho de quem está aprendendo
Ao final da conversa, Maria Clara também compartilha um conselho para quem está começando a desenhar.
Luiza Asthon: Qual conselho você daria para alguém que está começando a desenhar?
Maria Clara Souto: “Eu daria o conselho de ver tutoriais que ajudam nos desenhos e ter algumas inspirações.”
A resposta está diretamente relacionada à maneira como ela própria construiu seu repertório: observando, encontrando referências e experimentando diferentes possibilidades.
“Para mim, a arte é uma forma de expressar os sentimentos”
Para encerrar a entrevista, a Professora Luiza propõe uma frase para Maria Clara completar.
Luiza Asthon: Para mim, a arte é...
Maria Clara Souto:
“Para mim, a arte é uma forma de expressar os sentimentos e ficar mais calmo.”
A frase encerra a conversa retomando um dos aspectos que atravessam toda a trajetória apresentada por Maria Clara: o desenho como criação, mas também como expressão e espaço de tranquilidade.
Mês do Aluno-Artista
A história de Maria Clara faz parte do projeto Mês do Aluno-Artista, iniciativa do Studio Larth criada para dar visibilidade às trajetórias dos estudantes e mostrar que por trás de cada obra existe uma história, um processo de aprendizagem, referências, desafios e sonhos. Ao apresentar esses relatos, o Studio Larth busca valorizar não somente aquilo que o aluno produz, mas também quem ele está se tornando através da arte.
No caso de Maria Clara, esse percurso passa pela criação de personagens, pelo estilo cartoon, pela experimentação entre o digital e o tradicional, pelo desafio da anatomia e, sobretudo, pela descoberta de que seus desenhos podem continuar evoluindo.
Porque cada aluno tem uma história. E cada história merece ser vista.
Mês do Aluno-Artista | Studio Larth. Conhecer o artista por trás da obra também é uma forma de compreender o processo de aprender arte.




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